Festival de clarinetistas

Em novembro de 2013, sob a coordenação dos professores Cristiano Alves e José Batista Júnior, e organizado em conjunto por alunos e ex-alunos da classe de clarinetas da Escola de Música, realizou-se o I Simpósio de Clarinetistas da UFRJ. O evento contou com a presença de alunos e profissionais de diversas localidades do estado do Rio de Janeiro, bem como de outros estados brasileiros. Lecionaram os professores Mariano Rey (Argentina) e Mauricio Murcia (Colômbia).

Além de ministrar masterclasses e palestras nos cinco dias de simpósio, os professores convidados constituíram - juntamente ao professor José Freitas - a banca examinadora do Prêmio “Honra ao Mérito Universitário”. O concurso, restrito aos alunos de clarineta da Escola de Música da UFRJ, foi composto por três etapas, nas quais os participantes (oito alunos de bacharelado) apresentaram o Concerto de Mozart, a Sonata nº 1 de Brahms e uma obra inédita (Colapso, para clarineta solo) composta especialmente para a ocasião, pelo clarinetista e ex-aluno da classe, Vicente Alexim.

O último dia do evento foi marcado pela apresentação do Ensemble de Clarinetas da Festival e, principalmente, pela merecida homenagem aos três grandes mestres que marcaram a história da clarineta no Rio de Janeiro: os professores José Botelho, José Carlos de Castro e José Freitas. O mesmo ocorreu no Salão Leopoldo Miguez (EM/UFRJ) e, carregado de simbologia, foi absolutamente especial e enriquecedor. Nossos "decanos" proporcionaram um momento sublime, de grande emoção, onde receberam o devido reconhecimento por sua trajetória e vida dedicadas ao ensino e à arte.

Em setembro de 2014, o Simpósio de Clarinetistas da UFRJ se converteu no "Festival Internacional de Clarinetistas do Rio de Janeiro" (FICRJ). Novos conceitos e objetivos, aliados a uma vontade redobrada de promover um evento de maior envergadura, abrangência e intercâmbio continental, demandaram ainda mais comprometimento por parte da equipe de colaboradores. Contamos com a presença de mais de uma centena de clarinetistas de diversos estados brasileiros e de distintos países da América do Sul e também da Europa.

O evento foi magnífico, marcado por um genuíno espírito agregador, onde professores e alunos compartilharam sua visão sobre arte, mercado e carreira. Com o fundamental apoio das empresas Buffet-Crampon, D’Addario, Devon & Burgani e Vandoren, além da parceira com a Semana Internacional de Música de Câmara do Rio de Janeiro, contamos com a presença dos clarinetistas estrangeiros Mariano Rey (Argentina), Juan Ferrer (Espanha) e Nuno Pinto (Portugal), bem como de nossos mestres brasileiros, Alexandre Ribeiro, Daniel Oliveira, Dirceu Leite, Fernando Silveira, Joel Barbosa, Ovanir Buosi, Ricardo Freire, Rosa Barros e Sergio Burgani. Além de masterclasses e palestras, os professores do FIC realizaram quatro dias de recitais. Com o objetivo de divulgar os trabalhos de importantes músicos e conjuntos locais, como o Trio Clarioca e o Quarteto Ômega, foram promovidos diversos eventos, com intensa atividade concertante.

No II FICRJ, apresentamos duas novidades. A primeira foi a estreia do Ensemble de Clarinetas da UFRJ, formado por alunos e ex-alunos da classe de clarinetas da UFRJ. Para marcar a estreia do grupo, tivemos como solistas os professores José Botelho e José Freitas. Foi uma verdadeira dádiva assisti-los! Contamos ainda com as participações dos professores Cristiano Alves e José Batista Júnior se revezando nas funções de solista e regente do Ensemble. A segunda novidade foi o Colóquio de Pesquisa que, através de uma Chamada de Trabalhos Científicos, selecionou os projetos de pós-graduação de Anderson Alves, Aynara Dilma e Vinicius Fraga, que foram apresentados e debatidos.

Tendo o Festival alcançado proporções mais amplas, novas parcerias e apoios se mostraram essenciais. Importantes Instituições abraçaram o projeto e as distintas atividades foram realizadas nos seguintes espaços: Academia Brasileira de Música, Academia Lorenzo Fernandez, Associação de Canto Coral, Escola de Música da UFRJ e Fundição Progresso. Estivemos presentes também no Bar Semente e na Cidade das Artes. Foram dezenas de belíssimos eventos, destacando as várias perspectivas de inserção da clarineta na música de câmara e na música popular brasileira.

O homenageado da segunda edição do Festival foi o clarinetista Paulo Sergio Santos, artista de renome internacional, dono de uma carreira brilhante e plural. Pudemos conhecer ainda melhor a trajetória profissional e pessoal de um dos grandes ícones do instrumento, manifestando todo o nosso respeito, apreço e admiração. Na ocasião, os integrantes do Quinteto Villa-Lobos estiveram presentes para também prestar sua homenagem ao mais antigo integrante deste conjunto que é um dos grandes patrimônios culturais de nosso país, e encerraram a homenagem com um belíssimo concerto. Amigos e familiares de Paulo Sergio estiveram presentes e vivemos momentos inesquecíveis!

Desde a segunda edição do Festival, havia a preocupação de promover uma maior integração com instituições de ensino de música no estado do Rio de Janeiro. Dessa forma, uma das grandes novidades do III FICRJ, realizado em novembro de 2015, foi o “FIC Visita”, através do qual nos fizemos presentes e atuantes em três importantes instituições: Colégio Henrique Lages (Niterói), Faetec de Marechal Hermes e o Projeto Música nas Escolas (Barra Mansa). Felizmente a iniciativa gerou muitos e valiosos frutos. Além do maior engajamento social alcançado, já se faz realidade a presença de alunos destas instituições em cursos de Bacharelado em Clarineta e Licenciatura na Escola de Música da UFRJ.

O III FICRJ teve ainda como um dos focos primordiais o estímulo ao desenvolvimento da performance, didática e pesquisa em instrumentos congêneres. Em 2015, a vigorosa inserção do clarone na agenda do Festival foi outra grande novidade. O resultado não poderia ter sido melhor! Recebemos grandes mestres do instrumento: Henri Bok (Holanda), Paolo de Gaspari (Itália), Thiago Tavares, José Batista Júnior, Paulo Passos e Whatson Cardozo (Brasil). Tomaram parte ao evento ainda os professores Gustavo Kamerbeek, Mariano Rey e Osvaldo Lichtenzveig (Argentina), Juan Ferrer (Espanha), Anderson Alves, Cristiano Costa, Dirceu Leite, Marcos dos Passos, Ricardo Ferreira e Ricardo Freire (Brasil). Assim como em 2014, abordamos também aspectos referentes à didática e performance à requinta.

Nesta edição do FIC, realizamos um oficina de improvisação, com quatro dias de atividades ministradas pelo professor Osvaldo Lichtenzveig. Desfrutamos de uma incrível jam session no Quartel Central do Corpo de Bombeiros, onde Osvaldo se junto à Ademir Junior (Brasília), encantando a todos os presentes! Além do QC dos Bombeiros e da Fundição Progresso (sede da Orquestra Petrobras Sinfônica, que nos proporcionou uma sensacional estrutura de base), fomos muito bem acolhidos por outro magnífico espaço: a Casa do Choro.

Por meio de uma valiosa parceria firmada entre a Escola de Música da UFRJ e o Corpo de Bombeiros do RJ, foram reunidas as Bandas Sinfônicas de ambas Instituições para um grande concerto de gala, tendo como solistas os professores Juan Ferrer e Mariano Rey, no Salão Leopoldo Miguez.

Nesta edição, contamos com o suporte da Bufett-Crampon, Cia. do Sopro, D’Addario Woodwinds, Devon & Burgani, Ministério de Cultura da Argentina, Selmer Paris, Vandoren Paris e Yamaha Brasil, além de apoios institucionais da Casa do Choro, Escola de Música da UFRJ, Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Musical Express, Orquestra Petrobras Sinfônica, Projeto Música nas Escolas de Barra Mansa e UniRio.


 

Última modificação emQuinta, 28 Setembro 2017 16:41

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